Rosas nossas

João jurou a Carolina sete rosas para o coração. Não sabia porquê do sete e de desespero se jogou ao chão. A pobre da Carolina soube por mensagem que de lá o bendito não sairia e chamou Maria para resolver a situação. João, saia já do chão. Não sem antes ver sentido em meu coração. Deixe de besteira que seu coração é farto. É cheio, tem audiência, mas falta inteligência. Maria já não insistia e falou a Pedro para não conformar. Tirar João do chão era missão para ele tentar. Pedro tentou, e muito, mas o amigo não estava disposto a vingar. Foi nessa que informou Clarissa do ocorrido, a qual foi chamar Luiza, que chamou Estênio, que chamou Gabriel, que chamou Luiz, que chamou Maria, que chamou Carolina. Carolina, a se descabelar, pegou em mãos o balde de água. Pois João, veja que vou te acordar. Jogue a água que quiser, daqui não saio. Pois há de sair. Não saio. A vida inteira aí vai passar? E para quê me servem sete rosas se nem ao menos sei explicar? Não tem que te servir, que sirvam a mim. Qual o sentido então, se nem ao menos o porquê saberá falar? Pois serão sete séculos que juntos haveremos de passar. João se levantou e conduziu Carolina ao altar. Pois bem sabia que dali em diante compraria dez rosas para cada século a estar, e as jogaria ao alto, pois era provado que, assim, a sorte para eternidade iria chegar.

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2 Comentários

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2 Respostas para “Rosas nossas

  1. Rodo

    Simplesmente incrível!

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