Opções do à toa

De repente aquilo era evidente: era um começo sem fim. Já não existia, nem nunca existiu. Faltava o que, afinal? Haveria de ser perfeito. Caso existisse. Não existe. De repente a evidência se fez concreta. O tempo passou, o amigo se foi, do momento da chegada veio a despedida. Um dia na vida tomei uma decisão: não tiraria proveito da inconstância ou da insegurança. Não queria. Dentre elas e um buraco, ainda opto pelo buraco, embora nem sempre seja tão evitável. Prefiro aquela metamorfose da paz à dependência do outro. Ao fim, as experiências são todas pessoais. A saudade é toda egoísta. Feliz e egoísta. O pobre do outro sempre uma inconstância aos olhos alheios. Chegou uma hora em que eu aprendi a dizer que acabou. E então acabou. Se existisse. Mas não existe. Nunca chegou a existir. 

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