A tal da energia

E não sei da onde tirei essa história de que o chão leva com ele todos os males. De modo que, quando as coisas não vão bem, a primeira coisa que faço é ir para varanda e sentar no chão. Ou então no chão mais duro que eu achar. Também mal me lembro de quem me disse que o mesmo efeito surtia ao abraçar árvores. E desde então me vejo sentada no chão e abraçando árvores. A princípio ainda me dava ao trabalho de questionar o quão desparafusada andava para aquele ritual, dentro de uma melodia interna tão sem fim. Mas então, as coisas chegam a fazer sentido. E outras chegam para dar sentido. Às vezes, não é adequado se perguntar o porquê. O que se sente, basta. Aprendi que se sentar no chão me fazia sentir com energias renovadas, ótimo. Não tinha como questionar a coisa toda. E hoje eu sento ali, tomo minhas picadas, converso com as formigas, tento chegar a um acordo. Nem sempre funciona. Digo, a conversa. Mas fiz do chão meu melhor amigo. E se as pessoas chegam, quando elas chegam, não tem porquê. E não adianta tentar achar. As justificativas vem da gente, da vida e das vivências. Cabe a nós um sentido direcionado para atribuir a cada uma delas…estar aberto ou fechado à recebe-las. Estar disposto ou não a viver conforme a dança, sem se perguntar dos porquês de aparecimentos. Afinal, a gente não espera. A vida chega. Ela chega. E o que ela trás, ela também leva. Se for para pensar, te desejo um chão bem duro. Confortável, mas duro.

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maio 6, 2013 · 1:10 am

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