No white flag

No meio do caminho de todos os outros, tem uma casa. E eu sempre viro uma esquina antes, só para passar na frente dela. Ainda lembro da primeira vez que a vi. E quando eu vi, vi de verdade, me veio aquela coisa de paz interna. Pois é, a casa falava comigo e dizia que as coisas iam dar certo. Que ia ficar tudo bem. Ela sempre está tão iluminada, toda cheia das luzes. E tem o cachorro branco, e os vidros. É o tipo de lugar que te faz pensar no futuro. E eu fico pensando se aquelas pessoas lá dentro devem ser felizes ou se me acham louca por passar ali na frente todo Santo dia, devagar, olhando, parando e pensando na vida. Uma casa de vidro. Tão linda, tão frágil, tão alicerçada com aquele pé direito de madeira e o portão azul. É só hoje que lá passei, em busca de algum conforto. Mas as luzes estavam apagadas. A áurea também. E aí eu entendi que as pessoas não estavam ali. Muito menos para sempre.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Psicariar, Vida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s