E que venha a uva passa

Estava lendo Martha Medeiros e achei por uma de suas crônicas uma frase bastante cabível para meu momento de vida. Ela dizia que uma ausência honesta é muito mais válida que a presença desaforada. E eu, que já me identifico bastante com muito do que ela fala, delirei. Só por resumir tudo aquilo que eu te falei, um milhão de vezes. Tudo o que chorei para escrever e lutei para explicar. Então, optando por uma ausência honesta, serei, pois, franca. E vou te falar que vou lembrar de você com carinho, todas as vezes que alguém for suficientemente egoísta. Vou esboçar um sorriso, porque você sabe o quanto eu acho sua vaidade estonteantemente charmosa. Vou evocar sua imagem quando decifrar as tentativas de auto promoção e, acima de tudo, vou te desejar todo o bem do mundo, embora sua justiça nem sempre passe de um mero jogo. O qual eu desisti de jogar. Então, vou lembrar de você quando encontrar uva passa no meu salpicão. Mas se vou tirá-la ou a engolir, o que interessa é que de toda forma ela não vai continuar ali, muito presente. Ela vai se perder em algum canto do meu estômago, assim como eu vou te perder em algum canto de mim. Isso tudo enquanto eu persisto na dúvida entre te desejar algum amadurecimento ou toda felicidade do mundo. Se fosse para escolher, te diria que meus dois desejos te cairiam bem, então fique com os dois.  

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