Só um

A gente não percebe a solidão que vem com os dias e que também passa com os dias. Ela só se torna visível quando você volta para casa e tem uma garrafa de café, uma torta de camarão, refrigerante de dois litros, um filtro de água, caixa de chocolates. E então, em uma dessas minha vindas para a cidade natal me dei conta do quanto peço tudo para um. Uma mini salada, um prato, uma lata, uma garrafa de água, um bom-bom, um canudo, uma xícara de café, uma taça de vinho. A gente se acostuma à solidão. Nos acostumamos ao prato único, ao pedido solitário de várias vezes ao dia. E mesmo quando estamos acompanhados, continuamos pagando por um, pedindo para um. Acho que depois de um tempo isso deve cansar. Certamente deve cansar, e talvez esteja aí a lógica de formar uma família e essa coisa toda… É um ciclo e precisamos voltar ao ponto inicial. Que eu vou comer um pedaço daquela torta de maracujá inteira da geladeira, enquanto ainda estou por aqui.

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