Estrofe de uma vida

168367_hildebrandt_de-chirico

Sentou na calçada, tirou o fumo
De braço dado
tinha
o mundo ao lado
De braço junto
a calçada era amarela, branca
o asfalto era preto
preto
grão de café
De braço em braço
a teve
quase sempre
de abraço
a perdeu
de repente
De abraço
se apossou
das quaisquer obras defeituosas
de braço
se desfez
de abraços e dramas mal feitos
de oxímoros
farto
se colocou
para dentro
se jogou
para fora
engoliu
as palavras, e
de abraço, com abraço
se perdeu
imensamente dentro de si
Em um abrir de asas explosivo
vomitou
O alvoroço estava armado

Vomitou o quê?
Ele

* Quadro de Giorgio de Chirico

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