Mal senso

Dia desses me vi irritada com uma situação, ao que uma amiga minha disse: ” falta bom senso”. Pensei comigo, não, não falta bom senso. É mal senso. Andar devagar impedindo a passagem de quem tem pressa no corredor do shopping, da Paulista, do elevador. Não parar o carro para os pedestres que estão na chuva, se protegendo com uma folha de papel sulfite, passarem. Segurar o elevador que supre um prédio inteiro para terminar o papinho casual, humilhar os colegas de trabalho porque eles erraram a grafia no slide, falar mal de qualquer pessoa evaidecendo em si qualquer característica digna de quem ganhou na loteria genética, cutucar o amigo porque duas pessoas estão se beijando, sejam elas do gênero que for. É mal senso. Colher uma flor do jardim para dois minutos depois jogar no chão, contar vantagem sobre a conquista dos outros, gritar em um restaurante, deixar a bandeja na praça de alimentação, retrair a cabeça para não ter que cumprimentar um conhecido. Mal senso. Não pensar no outro, viver em um mundo conforme regras exclusivas, atrasar duas horas para um compromisso. A vida perde conformidade, mas anda: de muletas, mãos atadas, atrasando a si, ao outro e ao resto. E quem liga?

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