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Para o mundo

intern

Ontem fui ver a nova comédia de Nancy Meyers, “The intern”, e confesso que, de cara, me encantei antes pelo elenco que pela sinopse em si: Anne Hathaway e Robert De Niro, duas peças chaves, admiro. Me deparei com uma daquelas comédias simples e que te fazem sair sorrindo do cinema, mas dentro do próprio clichê que carrega consigo, há algo de sutil. É sempre o que faz o clichê sair do clichê, não é? Pois bem, vem um spoiler de leve aí, se for daqueles que tiram lições de filmes por si mesmo, pare por aqui.
A princípio acreditei que seria mais um desses filmes em que o mais novo aprende lições de vida com o mais velho, e de certa forma, essa é a essência, mas a história coloca isso de uma forma atual e peculiar. Jules, personagem de Hathaway, é (mais uma) workaholic, que coloca a ansiedade a frente das coisas. Você consegue sentir o espírito dela se contrapondo ao seu, cheguei a perder a paciência, a personagem foi tão bem encenada que eu mesma fui levada pela onda de nervosismo dela. De Niro chega para ensinar a lição que uma geração inteira precisa aprender: calma.
Em época de prazos, carros, fumaça, buzina, smartphones e laptops, já é claro que as pessoas se perdem de si mesmas. Pensei esses dias sobre o quão cansada estou de pessoas blasé, mas refletindo mais a fundo, canso mais dos negativistas. Eles olham tudo da pior perspectiva possível, se você aponta uma solução, a olham com a crítica na ponta da língua. Sabem mais, entendem mais, são mais experientes e menos ingênuos: é óbvio que o seu projeto tem mil problemas de execução e outros tantos na logística, e é por isso que sempre chegam a conclusão genial de que não vale a pena tentar. Um quê de Blasé? Talvez.
Então, vamos lá, mais calma, pessoal. Fazendo o favor, pare o mundo que eu quero descer. Quero sair dessa história mal contada em que as pessoas não tentam viver por medo de dar errado, não apostam porque previamente calculam chances e estatísticas, consideram mais os ” e se” do que os “vamos então”.
Quero um mundo de otimistas, que estimulem uns aos outros a ir em frente, a topar apostar o vaso da avó no bingo, a investir naquela empresa que sua intuição diz prometer, mas todos criticam, abrir o restaurante que você sonha há anos, e até consegue bancar, só não sabe se dá conta.
Grandes pessoas impuseram grandes ideias sob a visão de críticos, pessimistas e blasés. Essa é a lição que o personagem de De Niro nos dá: Você escolhe em qual lado vai estar. Você opta por ser Nicolau Copérnico ou o vizinho dizendo que a roseira que você plantou não vai crescer de jeito nenhum, veja se o clima ajuda. Escolha entre ser Mark Zuckerberg e o colega que desistiu do projeto porque pregava o fracasso.
Se sente que é capaz, ignore os pessimistas e os blasés, eles não sabem de nada, só precisam descontar as próprias invejas e frustrações em alguém. Não se coloque como alvo. Escolha entre ser banal e agir. As críticas virão. Receba e mande embora.
E você, ser humano negativo que está lendo isso, pare de dar nó em você e nos outros. Aprecie o crescimento dos outros e se inspire, ao invés de colocar empecilhos imaginários em tudo, cresça você mesmo. É preciso agir sim, com calma, com um passo de cada vez, com equilíbrio. Se guie, tape os ouvidos e vá. Bravo, De Niro.

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