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Noite a fora

Estrela, estrela minha, vou me declarar. A ansiedade é que não cessava no Luar. Pois de trabalho pesado esse de iluminar, a única disposição que tinha era  sua musa a lhe ajudar. A estrela, inconformada, resolveu se colocar a explicar. Começaria, pois, a questionar. E por um acaso amizade aquela, mal interpretada, daria a calhar? Não Senhor, Luar. Sabe que meu amigo é e, portanto, não há de comigo se engraçar. Pois Estrela, falou Luar, minha vida está em te observar. Deixa de ser tonto, que beleza alheia não vai te sustentar. Coloque-se a trabalhar, Luar! Tem que brilhar para os casais da praça que estão a conversar e se coloque em seu lugar. Estrela estava brava, em sua fúria estagnada e pediu a nuvem mais próxima para encobrir aquele mar. Mar de choro que vinha levando ao mal os pobres casais que tinham paixões a zelar. E agora, porque choras, Estrela, se já é claro que não quer me namorar? Ela respondia a Luar para lhe deixar em paz, a necessidade sua era de focar. Mas tanto amor lá embaixo a fazia chorar, já que seu coração se punha a disparar. Pois disparava de quê? De comoção? Estrela disse que não. Que aquilo era paixão. Mas que fazia questão do expediente terminar. E quando tudo terminava, no momento em que o sol raiava, a Estrela blefava e se retirava. Luar não suportava a distância que se criava, e incrementava a oração decorada que se punha a declamar. Estrela, tantas horas sem ti me trarão ao fim do dia um grande motivo para sorrir. Estará segura pois dormindo ou acordado, de dia ou de noite serei fiel a em ti pensar. Minha pequena me dê a mão quando puder, na certeza de que sempre vou te amar. Estrela nem se deu ao trabalho de interpretar, deu de costas e disse que iria descansar. Pois a Lua traria seu filho em breve para o próximo turno de noite no qual Luar  iria brilhar. E lá estaria Estrela, preparada para um novo ciclo começar.

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Arquivado em Amor, Psicariar