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Por um único Forte

Coloque-me acima e é tudo o que eu digo. Coloque-me acima de qualquer terra e junto a qualquer céu. Coloque-me jogado ao maior dos precipícios e a grama mais sangrenta. Junto ao desabafo que vem da alma e a tranquilidade que desce do céu. Do pulsar forte que bate em meu coração mais forte que em minha psique. Os movimentos são leves e brutos. O puxar, o rodopiar, o jogar, o perder e o sumir. A incerteza do decompor, a visita as larvas de alma. Nada me faz negar, nada me faz prosseguir, a esperança na fé, o certeza do amanhã, a incerteza de milhares de mortezinhas pisoteadas nesse algodão cor-de-rosa. E se ao som da vida emergem desafetos, digo que o som da morte emite sonolentes canções de ninar para as formigas dispostas lado a lado em um formigueiro condenado. Há ainda salvação para os diversos mundos de um mesmo dinamicismo, há ainda muita água pra hemorragias do coração. Há ainda muito sadismo para os alheios, há com certeza muita ironia a disposição. Há a força dos brutos, há os abraços de irmãos. Há os socos em faces desfalcadas, há a escadolagia das mãos. Essa a qual trabalha uma teoria do caos em dominós descaracterizados: o abraçar de duas mãos, a concentração replicada e alvoada, a vida sob joelhos, a morte na mão alheia. A morte alheia. Porque não se morre em mãos divinas ou porque toda fé se concentra. E todos os raios partem para o mesmo lugar, e todos os efeitos saem de um mesmo foco. E tudo se faz sentir como paz e tranquilidade, tudo está bem. Tudo se faz valer. E depois da agonia vem o alívio, e depois de um coração em mãos, confiamo-lo a algo maior, a um Deus maior. Livramo-no da responsabilidade de nós mesmos. E de repente, tudo converge aos céus, ao branco. E o branco, meus amigos, refletem todas as cores. As cores todas estão em mim. As cores todas se fazem minhas. As cores todas me deixam viva. A vida toda não me pertence. A circunstância a rouba. A fé a devolve.

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